Exposição celebra invenções simples, mas extraordinárias

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14 de novembro de 2011 | atualizado as 15h20
por Jamille Cardoso
Brasil | Mundo
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Um museu que exibe os grandes progressos da ciência e da tecnologia não é provavelmente o lugar onde as pessoas esperariam encontrar em exposição objetos como clipes de papel, pregadores de roupa ou uma bolsinha de chá.
Mas esses itens estão entre as estrelas de uma nova exposição aberta nesta semana no Museu da Ciência de Londres. A exposição Hidden Heroes (Heróis Escondidos, na tradução livre) celebra os objetos do dia-a-dia que hoje passam despercebidos - produtos como lenços de papel, caixas de ovos e o zíper - e conta as histórias por trás de suas invenções.
Quem sabia, por exemplo, que a bucha para parafusos que milhões de pessoas no mundo usam diariamente foi inventada em 1910 por um engenheiro chamado John Joseph Rawlings?
Ele havia sido contratado para instalar equipamentos elétricos no Museu Britânico com a condição de que as paredes deveriam sofrer o menor dano possível.
Ele sugeriu então um plugue feito de fibras de juta saturadas com cola. Cinquenta anos depois um inventor alemão desenvolveu um plugue de plástico que usa o mesmo princípio de "agarramento por expansão".
E há também os cabides de roupa. Eles parecem muito simples, mas 189 patentes foram registradas para diferentes modelos entre 1900 e 1906.
Uma delas era para um cabide inventado quando Albert Parkhouse chegou ao trabalho em um dia frio de inverno e encontrou todos os ganchos para pendurar casacos tomados - então, lá mesmo, ele transformou um pedaço de arame em um cabide.
Produto perfeito
"Nem sempre há um momento de 'eureca', comenta Sue Mossman, a especialista do Museu da Ciência que está coordenando a exposição. "Às vezes há alguns passos antes de se chegar ao produto perfeito", diz.
Segundo Mossman, o objetivo da exposição é fazer as pessoas pensarem sobre as coisas que elas usam no dia-a-dia. Mas ela também conta uma história sobre a revolução industrial.
"Você precisa de processos industriais e de manufatura antes de chegar a essas invenções. Sem arame trefilado você não chegaria a um clipe de papel", observa.
Os elásticos de escritório, por exemplo, chegaram em 1845, mas somente após o britânico Thomas Hancock e o americano Charles Goodyear terem descoberto que esquentar a borracha com enxofre - a vulcanização - formava um material cru instável em algo muito mais útil.
A ideia da exposição Hidden Heroes foi de uma empresa chamada Hi-Cone, que produz outro produto simples mas durável - a tira de plástico usada para carregar seis latas em conjunto.
"Nosso produto é usado por milhões de pessoas todos os dias, mas é quase invisível", diz Ton Hoppenbrouwers, da Hi-Cone. "Olhamos em volta e descobrimos que há muitos produtos em casa ou no escritório que têm desenho simples, são usados por milhões e não mudaram por muitos anos."
Fonte: Portal Terra
Foto: Rory Cellan-Jones /BBC Mundo

 

 

Um museu que exibe os grandes progressos da ciência e da tecnologia não é provavelmente o lugar onde as pessoas esperariam encontrar em exposição objetos como clipes de papel, pregadores de roupa ou uma bolsinha de chá.

 

Mas esses itens estão entre as estrelas de uma nova exposição aberta nesta semana no Museu da Ciência de Londres. A exposição Hidden Heroes (Heróis Escondidos, na tradução livre) celebra os objetos do dia-a-dia que hoje passam despercebidos - produtos como lenços de papel, caixas de ovos e o zíper - e conta as histórias por trás de suas invenções.

 

Quem sabia, por exemplo, que a bucha para parafusos que milhões de pessoas no mundo usam diariamente foi inventada em 1910 por um engenheiro chamado John Joseph Rawlings?

 

Ele havia sido contratado para instalar equipamentos elétricos no Museu Britânico com a condição de que as paredes deveriam sofrer o menor dano possível.

 

Ele sugeriu então um plugue feito de fibras de juta saturadas com cola. Cinquenta anos depois um inventor alemão desenvolveu um plugue de plástico que usa o mesmo princípio de "agarramento por expansão".

 

E há também os cabides de roupa. Eles parecem muito simples, mas 189 patentes foram registradas para diferentes modelos entre 1900 e 1906.

 

Uma delas era para um cabide inventado quando Albert Parkhouse chegou ao trabalho em um dia frio de inverno e encontrou todos os ganchos para pendurar casacos tomados - então, lá mesmo, ele transformou um pedaço de arame em um cabide.

 

Produto perfeito

 

"Nem sempre há um momento de 'eureca', comenta Sue Mossman, a especialista do Museu da Ciência que está coordenando a exposição. "Às vezes há alguns passos antes de se chegar ao produto perfeito", diz.

 

Segundo Mossman, o objetivo da exposição é fazer as pessoas pensarem sobre as coisas que elas usam no dia-a-dia. Mas ela também conta uma história sobre a revolução industrial.

 

"Você precisa de processos industriais e de manufatura antes de chegar a essas invenções. Sem arame trefilado você não chegaria a um clipe de papel", observa.

 

Os elásticos de escritório, por exemplo, chegaram em 1845, mas somente após o britânico Thomas Hancock e o americano Charles Goodyear terem descoberto que esquentar a borracha com enxofre - a vulcanização - formava um material cru instável em algo muito mais útil.

 

A ideia da exposição Hidden Heroes foi de uma empresa chamada Hi-Cone, que produz outro produto simples mas durável - a tira de plástico usada para carregar seis latas em conjunto.

 

"Nosso produto é usado por milhões de pessoas todos os dias, mas é quase invisível", diz Ton Hoppenbrouwers, da Hi-Cone. "Olhamos em volta e descobrimos que há muitos produtos em casa ou no escritório que têm desenho simples, são usados por milhões e não mudaram por muitos anos."

 


Fonte: Portal Terra

Foto: Rory Cellan-Jones /BBC Mundo

 

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